Conscientize-se sobre ‘leucemia’, diagnóstico, cura e solidariedade

Conscientização sobre leucemia é tema de campanha para fevereiro. Para falar sobre o mês Laranja, a Unimed Campo Grande convidou a médica cooperada, Grazziella Siufi, que auxilia no entendimento sobre a doença

O Fevereiro Laranja vem com o objetivo de alertar e conscientizar a população sobre a leucemia, doença caracterizada pela proliferação anormal das células do sangue e que atinge milhares de brasileiros, em sua maioria homens.

Para valorizar essa campanha, a Unimed Campo Grande convidou a Dra. Grazziella Curado Siufi, especialista em hematologia, para explicar o que é a doença e também como a sociedade pode colaborar na melhora dos pacientes.

Segundo a Cooperada, essa enfermidade se divide em grupos. “Cada leucemia é nomeada pelo tipo de célula doente do setor mieloide ou linfoide. Então temos basicamente quatro tipos de leucemias: Leucemia Mieloide Aguda (LMA), Leucemia Linfoide Aguda (LLA), Leucemia Mieloide Crônica (LMC) e Leucemia Linfoide Crônica (LLC)”, explica.

A médica ainda destaca que as agudas são as mais graves, na qual o paciente passa muito tempo internado recebendo o tratamento da quimioterapia endovenosa e ainda é indicado o transplante de medula. Já a crônica, não necessita de uma longa internação, a quimioterapia pode ser feita de maneira ambulatorial e algumas vezes nem necessitam de tratamento imediato.

“O paciente começa a apresentar sintomas decorrentes do que chamamos de falência medular, que se apresentam com anemia, plaquetas e neutrófilas baixas. Com isso a pessoa pode ter febre, fraqueza e sangramentos, mas esses sintomas geralmente vão piorando e aumentando de intensidade”, esclarece a especialista.

Apesar disso, não há indicação para realizar testes de detecção precoce, como no câncer de mama ou próstata, por exemplo, pois não existe uma alteração específica de leucemia que possa ser detectada antes.

DOAR SALVA VIDA

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil apresenta em média 10 mil novos casos de leucemia por ano atingindotodas as idades. Nas leucemias agudas, um dos métodos de tratamento é o transplante de medula óssea, que requer compatibilidade genética.

Quando os indivíduos são geneticamente idênticos, a chance de se corresponderem é de 25% e caso não sejam, essa taxa cai para 5%. Na ocorrência de um transplante sem compatibilidade, os órgãos podem rejeitar a medula transplantada e ocasionar o óbito.

“Quando não encontramos um doador compatível na família, nós inscrevemos o paciente em um banco de dados mundial chamado REREME. Eles cruzam os dados genéticos do paciente com outro banco de dados de doadores de medula (Redome) para tentar achar um compatível”, complementa a Doutora.

A doação de medula é bem simples, basta ir ao Hemosul, cadastrar e fazer a coleta de sangue. Um ato simples, rápido, mas muito importante que tem o poder de ajudar e curar uma pessoa.

De acordo com a Dra. Nicole Geovana – Medicina de Família e Comunidade do site: medicoresponde

Os exames que servem para diagnosticar leucemia são o hemograma (exame de sangue) e o exame da medula óssea (mielograma).

Porém, o diagnóstico da leucemia só é confirmado após o exame da medula óssea. O exame consiste na retirada de uma pequena quantidade do material esponjoso de dentro do osso e na análise das células ali encontradas.

Podem ainda ser necessários mais estudos para classificar a leucemia quanto ao seu subtipo e risco, como os exames de biologia molecular.

O tratamento da leucemia vai depender do tipo de leucemia, para onde a doença se espalhou, da idade da pessoa, bem como da presença de outros problemas de saúde. O tratamento pode incluir:

  • Quimioterapia:Grupo de medicamentos capazes de matar as células cancerosas;
  • Radioterapia:Radiação usada para destruir as células cancerígenas;
  • Transplante de medula óssea:O tratamento consiste na substituição das células da medula óssea mortas na quimioterapia ou radioterapia. A doação dessas células pode vir:
    • Do próprio paciente:Retiram-se as células da medula óssea do paciente antes do tratamento ser concluído e colocam-nas de volta depois de ter concluído o tratamento de quimioterapia ou radioterapia;
    • De pessoas relacionadas com o paciente, normalmente irmão de mesmo pai e mesma mãe, e cujo sangue seja correspondente ao dele;
    • De pessoas sem parentesco com o paciente, mas que têm sangue correspondente ao dele;
    • Do cordão umbilical de um bebê recém-nascido, desde que o sangue corresponda ao do paciente;
  • Cirurgia: O tratamento pode incluir a remoção cirúrgica do baço.

É importante lembrar que não existe maneiras de prevenir ou diagnosticar precocemente a leucemia.

Mesmo os casos crônicos da doença podem não manifestar sintomas. No hemograma verifica-se uma alteração no sangue, mas o paciente pode não apresentar nenhum sintoma.

O diagnóstico e tratamento da leucemia é da responsabilidade dos médicos hematologista e oncologista.

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