Operação contra feminicídio e violência doméstica prende 27 pessoas em MS

Com foco no combate ao feminicídio e homicídios (tentados e consumados) contra mulheres, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul participou, na manhã desta sexta-feira (24), da Operação Cronos, realizada simultaneamente em outros 16 estados do país. Em MS, foram cumpridos 27 de um total de 100 mandados de prisão em aberto, destes, 22 foram por homicídio ou tentativa e cinco por feminicidio. No país, foram 643 pessoas presas.

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Dos mandados cumpridos no Estado, apenas em Campo Grande, cinco foram por violência doméstica e oito por homicídio. De acordo com as informações da Delegacia Especializada no Atendimento À Mulher (DEAM), até este mês de agosto foram registradas 12 mortes de mulheres no Estado; em todo o ano passado foram 16 casos. Apenas em Campo Grande já são dois registros de óbito nesse ano contra seis de 2017.

A DEAM ressalta ainda que, por mês, são cerca de 600 boletins de ocorrência por violência doméstica na Capital, 350 medidas protetivas são deferidas por mês na cidade. Os principais casos sãos de ameaça, injúria, vias de fato e violência doméstica. “Reiteramos a importância de se denunciar os casos de violência, seja verbal, física ou psicológica. Tanto pelo 190 ou 180”, ressaltou a delegada titular da DEAM, Joilce Silveira Ramos.

Operação Cronos

Quase 5 mil policiais civis em todo o país estiveram envolvidos na ação. Em Campo Grande, participaram equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Polinter e Grupo de Operações e Investigações (GOI). Os presos foram encaminhados para a Deam, na casa da Mulher Brasileira e delegacias de área de acordo com o local da prisão. O nome ‘Cronos’ é referência à supressão do tempo de vida da vítima, reduzido pelo autor do crime.

O presidente do Conselho Nacional dos Chefes de Polícias Civis, delegado Emerson Wendt, informou que foram realizadas mais de 600 prisões em todo o país. A Operação Cronos tem o apoio do Ministério da Segurança Pública e é coordenada pelo Conselho Nacional dos Chefes de Polícias Civis. A ação foi definida em julho, durante reunião com o ministro da Raul Jungmann.

Parte das investigações que levaram aos mandados de prisão contou com apoio do Banco de Perfil Genético, que cadastra o DNA de autores de crimes sexuais e confronta com o material genético encontrado nas vítimas. Segundo o ministério, o banco deve ser ampliado e deverá contar com 130 mil perfis cadastrados até o fim do ano que vem.

 

 

 

Foto de capa: Valdenir Rezende/Correio do Estado

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